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O educador físico e professor de dança Rodrigo de Oliveira é um grande representante da arte no município e um apaixonado pelos ritmos e suas manifestações em prol ao bem-estar. "A dança une as pessoas, diminui o stress e equilibra o humor", define o professor que descobriu muito jovem a veia rítmica que lhe acompanha. A dança, segundo ele, é um legado da família materna, de origem alemã, com tradição em bailes. "Lembro-me ainda pequeno participando de grandes festas e bailes promovidos por minha família em sítios e fazendas da cidade".
Filho de Ataíde de Oliveira, falecido no último ano, e Cleonice Stein, Rodrigo - que demonstra enorme carinho por suas estruturas familiares - comenta sua infância e adolescência em meio a histórias escritas em uma cidade bem menos urbanizada - quando o rural e o urbano se fundiam em limites quase imperceptíveis e quando era fácil e seguro percorrer boa parte do município a pé, revendo paisagens e pessoas. Apesar de um perfil nada nostálgico, estes cenários abrem e ilustram a cronologia de sua história. E é de onde avistamos a formação do cidadão e profissional Rodrigo de Oliveira.
Antes de se firmar profissionalmente na área de dança, Rodrigo passou por outros segmentos profissionais, foi officeboy, trabalhou em um escritório de contabilidade, em uma fábrica de luvas e foi funcionário da antiga empresa VASP, em Campinas – onde trabalhou por mais de um ano até decidir-se pela faculdade de Educação Física (FEFISO), em Sorocaba. A distância entres as cidades de estudo, residência e trabalho e a objetividade latente em sua carreira na dança fizeram-no pedir demissão da companhia aérea e mergulhar no Ensino Superior. "Nesta época, foi sancionada uma lei que obrigava os professores de dança a se graduarem em Educação Física", informa.
O trabalho na empresa de aviação foi possível graças ao curso de Aviônica cursado por Rodrigo. "Uma profissão que era idealizada por meu pai. O anúncio de que eu trocaria a atividade na VASP para me profissionalizar na dança foi uma bomba para meu pai – que mais tarde, como grande amigo, acabou apoiando minha escolha".
Na dança, Rodrigo teve a primeira oportunidade na antiga academia Célia Ballet – cuja proprietária o chamou para ministrar aulas depois de tê-lo acompanhado em um concurso municipal de dança, quando foi vencedor na modalidade lambada, no final da década de 80, aos 13 anos. "Célia me chamou para dar aulas e, nesta época, já descobri minha vocação para o ensino da dança", confessa. Depois da academia, lecionou durante dez anos no Clube 9 de Julho e ministrou aulas particulares até que, em 2002, abriu sua própria escola na rua São Sebastião, 395 - em sociedade com irmã Lucimara Milani "Sem ela não haveria escola", declara. Hoje, não há mais esta sociedade, mas o negócio segue com o apoio de todos os familiares, inclusive da mãe que o ajuda nos trâmites administrativos do espaço.
A dança parece lhe cair como um título, um sobrenome, uma extensão. Assim demonstra nosso entrevistado ao comentar sua dedicação à arte "são 23 anos de carreira sem, praticamente, final de semana, mas com muita satisfação". É o legado cultural que pretende deixar aos amigos, familiares e às gerações futuras. É uma dica de bem-estar enviada aos alunos e a toda a comunidade.
No seu vasto currículo, além de ser pós-graduado em Consciência Corporal, é uma espécie de apadrinhado de Carlinhos de Jesus, cujo ícone da dança brasileira serviu de exemplo para a sua formação. "Depois de descobri-lo, passei a segui-lo por várias cidades. Cheguei a ir para o Rio de Janeiro atrás de suas aulas", aponta o professor ao revelar esta etapa como um grande divisor para a sua maturidade profissional.
Há, ainda, no limiar entre a inspiração da dança e a determinação do cidadão Rodrigo, outras tantas histórias que cerceiam sua jornada profissional, todas com estruturas sólidas no princípio de responsabilidade sobre as escolhas, o que fica, segundo ele, atrelado ao nome para sempre. "Meu pai sempre me dizia: "O homem tem três coisas que precisa preservar: o nome, a família e a religião. Grande sabedoria do meu grande amigo e pai!", homenageia. Também aproveita a oportunidade para agradecer à mãe, por todo o apoio e dedicação, à namorada e parceira, Cecília Bellini, e ao filho Guilherme, de 10 anos. Também reconhece a grande importância dos irmãos, demais familiares, amigos e todos que acreditam e respeitam sua trajetória, além da sua Cia de Dança, pela enorme dedicação.
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